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Explora a relação do Homem com estes insectos polinizadores.

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Waggledance

Como comunicam as abelhas? Dançando... A "waggle dance" é uma forma de partilhar a localização e distância de uma boa fonte de alimento dentro da colmeia. A duração da dança relaciona-se com a distância à colmeia, pois quanto mais longa, mais longe estará a fonte de alimento; a direção da dança está associada à posição do sol.

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Numa colmeia as abelhas dividem-se em diferentes tarefas. Cada tipo tarefa está associada à idade da abelha. As mais novas limpam e cuidam das crias; as de meia-idade trabalham na construção e manutenção, processamento do néctar, defesa), as mais velhas são recoletoras e a abelha generalista (no inverno).

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Abelhas, insectos sociais, porquê? O sistema social destes insectos advém de três características essenciais: os adultos vivem em grupos e cuidam da criação; há apenas uma fêmea reprodutora; têm gerações sobreponíveis que permitem entre-ajuda entre abelhas mais experientes e juvenis.

Notícias

Abelhas Macro

Sam Droege, diretor do US Geological Survey Bee Inventory and Monitoring Laboratory em Maryland, e equipa têm trabalhado nos últimos anos no sentido de fotografar uma série de abelhas e outros insetos com o objetivo de criar um catálogo de referência online. Isto servirá para ajudar os investigadores a identificar com uma maior precisão os insetos locais. Vê parte da incrível dedicação desta equipa no The Guardian ou visita diretamente a galeria de fotos no flickr do USGS Bee Inventory and Monitoring Lab.

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Abelhas precisam-se

Muitos países na Europa estão a enfrentar uma preocupante falta de abelhas para a polinização das culturas, um problema causado principalmente por uma mudança de política da União Europeia favorável aos biocombustíveis, alertaram cientistas em estudo hoje divulgado.

"A Europa, enquanto tal, só tem dois terços das abelhas de que precisa, com um défice superior a 13,4 milhões de colónias, o que corresponde a cerca de 07 mil milhões de abelhas", quantificaram. Os cientistas, da Universidade de Reading, no sul do Reino Unido, compararam o número de abelhas domésticas em 41 países europeus com a necessidade de polinização entre 2005 e 2010. Apuraram que em 22 países, as abelhas foram incapazes de responder às necessidades, o que forçou os agricultores a recorrerem a vespas e a outros insectos selvagens.

A situação era melhor na Turquia e na Grécia e nos Balcãs, onde há uma forte tradição de apicultura e a oferta preencheu 90% da procura. Mas era pior nas antigas repúblicas da União Soviética e no Reino Unido, com menos de 25, e na Alemanha e França, com uma satisfação da procura entre 25 e 50%.

Em resultado, os agricultores dependem cada vez mais de polinizadores selvagens, em vez das abelhas domesticadas, cujos serviços alugam durante o tempo da polinização. Esta dependência crescente é preocupante, dadas as flutuações nas populações de insectos selvagens e a sua vulnerabilidade à agricultura intensiva e caracterizada pela monocultura, com menos plantas com floração para oferecer alimentação ou protecção, alerta-se no estudo."Enfrentamos uma catástrofe no futuro, a não ser que ajamos agora", afirmou o investigador que liderou a equipa, Simon Potts. "Os polinizadores selvagens requerem uma grande protecção. Eles são os heróis desconhecidos do campo, ao constituírem uma ligação crítica na cadeia alimentar para os humanos e fazerem o trabalho de graça", acrescentou.

Uma estimativa datada de 2009 estimou que o contributo da polinização dos insectos para o valor global das colheitas é de 153 mil milhões de euros. 

A nova investigação, publicada na revista científica norte-americana PLOS ONE, associa o défice de abelhas ao aumento em 38% na área afectada a plantações de oleaginosas, como soja, girassol ou colza.

Este número compara com um aumento de 0,7% no stock de abelhas domésticas, entre 2005 e 2010, de 22,5 milhões de colónias para 24,1 milhões.
A expansão da área das oleaginosas resultou de uma directiva da União Europeia, de 2003, que determinou o aumento do consumo de biocombustíveis na Europa para 5,75% dos combustíveis consumidos pelos transportes em 2010. 

A União Europeia estabeleceu um objectivo de 10% para 2020, o que suscitou um debate sobre a limitação da quota das colheitas alimentares para evitar um efeito negativo nos mercados alimentares mundiais e regionais.

O estudo nota ainda que as abelhas domésticas ocidentais (Apis mellifera), usadas na Europa, têm sido vítimas nos últimos anos de pestes, bem como da exposição a pesticidas.

Notícia extraída de Lusa/SOL

Referências completas:

Breeze T.D., Vaissiere B., Bommarco R., Petanidou T., Seraphides N, Kozák L., Scheper J., Biesmeijer J.C., Kleijn D., Gyldenkærne S., Moretti. M., Holzscuh A., Steffan-Dewenter I., Stout J., Pärtel M., Zobel M. & Potts S.G. (2014) Agricultural Policies Exacerbate Honeybee Pollination Service Supply-Demand Mismatches Across Europe; PLoS One 9(2): e91459

Garrat M.P., Breeze T.D., Jenner N., Polce C., Biesmeijer J.C and Potts S.G. (2014) Avoiding a bad apple: insect pollination enhances fruit quality and economic value; Agriculture Ecosystems and Environment 184, 34-40

Garratt, M.P.D., Coston D.J., Truslove C.L., Lappage M.G., Polce C., Dean R., Biesmeijer J.C. and Potts S.G. (2014) The identity of crop pollinators helps target conservation for improved ecosystem services; Biological Conservation 169, 128-135

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Abelhas&Flores

A abelha desempenha um papel vital no ciclo reprodutor de plantas com flor. O néctar floral (fonte energética) e o pólen (fonte proteica) são as únicas fontes de alimento que ela consegue digerir, sendo totalmente dependente das flores que visita. Ao longo da evolução, abelha e flor desenvolveram e aperfeiçoaram mecanismos para sobreviver lado a lado em harmonia. As plantas encontraram diferentes mecanismos para assegurar a sua reprodução, uma vez que sendo sésseis, dependem dos outros indivíduos da comunidade para “entregar a mercadoria”. O pólen, minúsculos grãos produzidos nas anteras são o elemento reprodutor masculino, onde se encontra o gâmeta masculino que irá fecundar o óvulo, alojado no estigma da parte feminina da planta e dar origem à semente. A polinização, transferência de pólen do órgãos masculinos para a estrutura feminina, é então a estratégia reprodutiva destas plantas. As abelhas, e outros insectos, pássaros e mamíferos, tornam este método de polinização num dos mais específicos e eficientes, sendo usado por cerca de 80% das plantas com flor.

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